D-i-vagações sentidas em voz alta no casamento de Lu e Paulo
Posted on | November 30, 2009 | 2 Comments
Boa noite, e que bom que vocês todos vieram.
Hoje temos muito o que comemorar, então serei breve. Até por estar muito emocionado e, por que, convenhamos, já é ousadia muita e suficiente um filho de cearenses discursar em terra de gente tão eloqüente, como é Pernambuco.
Para os que não me conhecem, eu sou o Rodolpho, amigo de Paulo. Ou, melhor dizendo, sou amigo do marido da Doutora Lú. Por que é assim que se referem ao Paulo na Rua Nascimento Silva. Não no número 107, como na música, mas no 210, onde eles foram e vão morar. E aonde, aí assim como na música, inventaram de novo o amor.
É a celebração desse amor de novo inventado, que estamos hoje aqui a festejar e celebrar que me deixa comovido, nesse estado de “três doses acima”. Por enquanto, “três doses acima” apenas de emoção, daquelas doses acima em que dizem que alguns poetas vivem.
Mas eu estava a falar da reinvenção do amor e da felicidade na Rua Nascimento Silva. Amor e felicidade fizeram desaparecer aquelas olheiras crônicas que acompanhavam Paulo desde a época que o conheci, e nisso já se foram mais de dez anos. , e lá se vai mais de uma década. Pois Lu, que é cheia de graça e de luz até no significado do nome, como outro dia ouvi de sua mãe, consegue com que Paulinho deixe de lado até o mesmo a lente do pessimismo, que sempre trouxe consigo. Mesmo que apenas por disciplina.
E formaram um par fantástico, um encontro até no mais insólito, até nas neuroses, já que meu amigo é um homem prevenido, e prudente, também nisso. É hipocondríaco, mas de um tipo muito particular: o preventivo. Conhece todos os novos exames, vacinas e vitaminas disponíveis na praça.
E o hipocondríaco se casar uma médica, é o encontro natural. Mas uma médica que não mesnospreza seus relatos de novas e “graves” ameaças à saúde, mas que os acolhe, com esse enorme sorriso que está sempre com ela e, com toda delicadeza, separa o que é realmente sério. Ou seja: quase nada.
Não o conheci na infância, já que é um desses grandes amigo de infância que conheci na idade adulta, mas dúviddo que fosse muito diferente. Paulo teve ter nascido prudente. Vejam, falo de prudência, não de falta de coragem. Quando dizia que Paulo é o sujeito mais pão duro que conheço, alguns achavam que era uma crítica, achavam isso incompatível com o fato de eu achar o sujeito, ao mesmo tempo, generoso. Nada disso.
Numa de suas inúmeras peculiaridades ele é pão duro – principalmente – com o dinheiro alheio, e também nisso é um homem generoso. Como parte de sua sensatez, do tipo que os ingleses procuram para presidir suas seguradoras mais sólidas, usa sempre palavras moderadas e de maneira econômica. Mesmo quando absolutamente espontâneas, costumam ser medidas sílaba a sílaba, letra a letra.
E qual não foi minha feliz surpresa quando, em abril do ano passado, ao falar de uma mulher que ele havia conhecido um mês antes, em uma cerimônia de casamento como essas, ele parou de poupar, mas principalmente de medir, suas palavras(e também a intensidade e o calor delas). Passou a falar de amor e paixão de uma maneira que nunca tinha visto fazer. Provou-se ali o conselho dado por uma sábia avó a uma amiga que, indecisa se deveria casar, ouviu: “minha neta, minha menina, o som do sim a gente ouve”. O som do sim a gente ouve.
E eu emendo: quando vem o som do sim, não se consegue dançar ao som de mais nada.
Meses depois, recebi uma ligação em que me convidava para ser seu padrinho. Quando nos encontramos pessoalmente nas semanas seguintes, ele falou, como se não tivéssemos todos percebido, que o “som do sim havia ressonado logo nos primeiros acordes: “desde o segundo mês de namoro eu sabia que Lu era a mulher com quem queria me casar”.
E ainda bem que foi assim, e que por isso estamos hoje aqui, pois como dizia o velho mineiro que gostava de inventar palavras, “eu quase nada sei, mas desconfio de muitas”. E uma das que coisa de que muito desconfio é que minha avó, que já não está entre nós, tinha toda razão quando dizia que “o casamento, assim como o café, deve ser servido enquanto está quente”. E também por isso estou tão feliz de estar aqui hoje.
Mas, antes de terminar, um pedido: Lu e Paulinho,multiplicai-vos, para tecer o amanhã, para que eu tenho sobrinhas para “corujar” e principalmente por que o mundo quer e precisa de gente como vocês.
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2 Responses to “D-i-vagações sentidas em voz alta no casamento de Lu e Paulo”
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December 1st, 2009 @ 16:42
Lindo, lindo, lindooooo!!!! Profundamente tocante por tanto amor, carinho e amizade contidos nestas lindas e generosas palavras. Te escrevo com lagrimas descendo, mais uma vez, dos olhos, por merecer tamanho presente de Deus e do destino, de ter voce nas nossas vidas. Rods, vc eh tao incrivel, que, se vc nao existisse, a gente te inventada!! AMAMOS vc, meu querido, com toda a intensidade desse coracaozinho bichado que bate em meu peito, mas que, em compensacao, dispoe do maior amor e carinho deste mundo para aqueles que os merecem. Obrigada por tornar o dia mais feliz das nossas vidas ainda mais ESPECIAL e INESQUECIVEL! Beijo carinhoso da amiga pra vida inteira que nao resistiu em acessar (pela ultima vez, JURO! rsrs) a internet durante a lua de mel, para dizer o quanto es importante pra nos. Com carinho, Lu e Paulinho.
P.S.: Considere AGENDADO e previamente MARCADO a comemoracao de 1 mes e 10 dias de casados (voltamos pro Brasil no dia 28 de dezembro!). Pode ir agitando tudooooo. Bjokas
P.S.2: Se prepare pq Paulinho vai elaborar um agradecimento a altura do seu belo discurso! Eu que nao resisiti e fui logo escrevendo! rsrsrsrs. Bjoooooo.
December 1st, 2009 @ 17:04
Ao ler e reler o discurso, sempre com a Dra. Lu ao lado, me emociono como na primeira oitiva.
Agradeco por voce existir e fazer parte das nossas vidas.
Aguardo o discurso das bodas de papel.
Um forte abraco,
Paulinho